Mês: abril 2019

Assembleia adere à campanha Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil

Por iniciativa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a campanha “Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil” ganhou o apoio da Assembleia Legislativa de Pernambuco. Durante a Reunião Plenária desta terça (13), os deputados aderiram à ação, que pretende conquistar o envolvimento de diferentes setores da sociedade no combate ao problema. Os parlamentares posaram para foto, ao lado da equipe do órgão federal, portando o material de divulgação da campanha.

Terceiro-secretário da Alepe, o deputado Júlio Cavalcanti  fez pronunciamento, em nome da Mesa Diretora, no qual elogiou os esforços do MTE em Pernambuco. “A exploração do trabalho infantil é um mal que aflige mais de três milhões de crianças no Brasil e cerca de 123 mil meninos e meninas em nosso Estado”, alertou. “Esta Casa tem de estar na luta contra essa tragédia.”

Promovida pelo Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), junto com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a campanha acontece na semana em que se comemora o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado na última segunda (12). “Precisamos intensificar as políticas públicas dedicadas ao assunto em Pernambuco. Estamos juntos dizendo ‘não’ à exploração do trabalho infantil”, concluiu Cavalcanti.

O primeiro vice-presidente da Alepe, deputado Pastor Cleiton Collins , que presidia a reunião, também destacou a relevância do tema e declarou adesão à iniciativa. “Todos vamos encampar a parceria e levar à frente esse grande projeto”, afirmou, ressaltando a presença do superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego em Pernambuco, Giovani Freitas, e equipe no Plenário.

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Alepe.pe.gov.br

Alepe visita instituições que atuam na recuperação de dependentes químicos

Duas unidades da sociedade assistencial Sara Vida, rede que atua na recuperação de dependentes químicos, receberam, nesta quarta (12), a visita de representantes da Assembleia Legislativa, do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e da Secretaria Estadual de Saúde. A iniciativa faz parte de um conjunto de esforços das instituições públicas no sentido de ampliar o combate às drogas no Estado.

O presidente em exercício da Alepe, deputado Pastor Cleiton Collins, participou da atividade. O parlamentar é um defensor das comunidades terapêuticas e disse que é importante diferenciá-las das clínicas de reabilitação. “Hoje essas entidades têm apresentado resultado. Na comunidade terapêutica não há internação nem acolhimento involuntário. Além disso, elas oferecem assistência terapêutica às famílias. Uma parceria entre Governo e empresários pode viabilizar a oferta de emprego para que essas pessoas possam se reinserir na sociedade”, frisou.

O grupo visitou o Centro de Acolhimento e Prevenção, na Boa Vista (Centro do Recife), e uma unidade de internamento para mulheres, em Paulista, na Região Metropolitana. Na ocasião, a ex-dependente química Ana Paula Nunes relatou a experiência dela aos visitantes. Internada há cinco meses, ela deve deixar a unidade em agosto. “Eu era dependente de crack, de maconha, de cigarro e de bebida alcoólica. Agora, me sinto pronta para sair. Aqui um zela pelo outro e a gente aprende a amar as pessoas”, destacou.

Gerente geral da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), Jaime Brito informou que já foram encontradas irregularidades em algumas comunidades terapêuticas do Estado que funcionavam como serviços de saúde, o que não seria o caso da Sara Vida. “O principal problema é que muitas entidades querem fazer um  tratamento clínico sem ter uma estrutura médica e de enfermagem adequada”, salientou. Já o coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça em Defesa da Saúde do MPPE, Édipo Soares, informou que existe um grupo de trabalho atento às comunidades terapêuticas de Pernambuco. “Entre as atividades do comitê, está a programação de visitas às entidades para daí estabelecer um critério de fiscalização”, ressaltou o promotor.

O procurador-geral do Estado, Francisco Dirceu Barros, exaltou iniciativas como a da rede Sara Vida e disse que o combate às drogas deve ter a participação de toda a sociedade. “O Estado não pode ficar sozinho com esse encargo. A gente fala em mobilização social, porque o problema é de todos. Está na hora da comunidade contribuir de alguma forma para combater esse mal crônico que é a droga”, pontuou. Coordenadora do Centro de Acolhimento e Prevenção, Márcia Valle falou sobre o trabalho da entidade. “Quando o dependente chega, fazemos uma triagem para saber quais as necessidades da pessoa. Em seguida ele é encaminhado para a rede de saúde e, depois de recebermos os resultados dos exames, fazemos o acolhimento residencial”, explicou.

Ainda na quarta, o presidente da Alepe em exercício visitou o estande da Sara Vida na 18ª Fenearte, no Centro de Convenções, em Olinda. Cleiton Collins também aproveitou para observar o trabalho de outros expositores e destacou a importância da feira para a valorização dos artistas pernambucanos.

Fonte

Alepe.pe.gov.br

Reunião Solene: Assembleia homenageia 110 anos do Instituto de Cegos do Recife

Os 110 anos do Instituto de Cegos Antônio Pessoa de Queiroz (IAPQ) foram comemorados em Reunião Solene, na noite desta segunda (15), na Assembleia Legislativa. A entidade, homenageada por proposição do deputado Pastor Cleiton Collins, presta assistência a pessoas com deficiência visual, atendendo 140 crianças, adolescentes e adultos.

O IAPQ, que funciona no bairro das Graças, no Recife, foi fundado no dia 12 de março de 1909 por Antônio Pessoa de Queiroz, que perdera a visão aos 3 anos de idade, manuseando fogos de artifício. O instituto foi pioneiro no Nordeste. Há 84 anos é administrado pela Santa Casa de Misericórdia do Recife e, desde 1990, conta com o apoio da Congregação Filhas de Santana. A entidade oferece aulas de Braile, instrumentos de cálculos, escrita cursiva, música, orientação de mobilidade, informática, práticas esportivas, entre outras.

“Desde o princípio, o IAPQ teve o nobre objetivo de habilitar e reabilitar as pessoas com deficiência visual e com baixa visão para que elas pudessem viver em sociedade e exercer sua cidadania de maneira plena”, afirmou a primeira vice-presidente da Alepe, deputada Simone Santana , que presidiu a cerimônia.

“O Instituto de Cegos realiza um importante trabalho de inclusão social e de resgate da cidadania, merecendo todo o reconhecimento do Poder Legislativo, que sempre defendeu esta causa”, prosseguiu Simone, lembrando exemplo recente da atuação do Parlamento pernambucano, que instalou a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Doenças Raras.

Em discurso, Cleiton Collins enalteceu a importância de Antônio Pessoa de Queiroz ter criado a entidade. “Por possuir boa condição financeira, dr. Antônio teve a oportunidade de estudar no único estabelecimento de ensino para cegos que existia no País, na época, o Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro”, explicou. Laureado, Pessoa de Queiroz usou o dinheiro que seria para fazer uma viagem à França e fundou o Instituto de Cegos do Recife.

“Ele pretendia possibilitar a milhares de pernambucanos com problemas de visão as mesmas oportunidades que teve de aprender a ler e a escrever, e de participar plenamente da vida em sociedade”, acrescentou. Collins entregou uma placa comemorativa a Raul Sacramento, superintendente da Santa Casa de Misericórdia do Recife, e certificados a funcionários da entidade.

Reunião Solene em homenagem 110 anos do Instituto de Cegos Antônio Pessoa de Queiroz

TRABALHO – Parlamentar entregou certificados a funcionários do IAPQ. Foto: Giovanni Costa

A diretora do IAPQ, irmã Maria da Silva Gomes, fez o discurso de agradecimento. “Para nós esta homenagem é muito importante porque ajuda a sociedade a perceber que o mundo é para todos e que, com oportunidades, todas as pessoas crescem. Além disso, é o reconhecimento a um serviço de promoção da dignidade humana que o instituto vem prestando para várias gerações”, declarou. Segundo ela, muitas pessoas assistidas pela entidade conseguiram conquistar ascensão social ou mesmo recobrar a vontade de viver e resgatar a autoestima.