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Parlamentares registram 500 anos da Reforma Protestante

Os 500 anos da Reforma Protestante, comemorados nesta terça (31), mereceram registro durante a Reunião Plenária desta tarde. O tema foi abordado pelos deputados André Ferreira (PSC), Joel da Harpa (PODE), Pastor Cleiton Collins (PP) e Odacy Amorim (PT), que ressaltaram a importância histórica da atitude de Martinho Lutero, ao pregar as 95 teses do movimento na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, na Alemanha, no dia 31 de outubro de 1517.

Já no Pequeno Expediente, André Ferreira relembrou os fatos que conduziram à ruptura de Lutero com a Igreja Católica. “As teses contestavam a doutrina católica, numa atitude de coragem, rompendo com privilégios e voltando o olhar para os mais necessitados”, observou. “Para Lutero, a salvação do homem viria pelos atos praticados em vida e pela fé. Ele condenou o culto às imagens e revogou o celibato. Hoje, está entre um dos maiores personagens da história da humanidade.”

Na sequência, Joel da Harpa comentou um ato realizado pela manhã na Câmara dos Vereadores do Recife, reunindo lideranças de diversos segmentos evangélicos para comemorar a data. “A igreja reformada, acima de tudo, teve a iniciativa de fornecer para todas as pessoas a palavra de Deus: a Bíblia. Antes, a liturgia era feita em latim”, lembrou. “Todos nós podemos servir a Deus nas nossas atividades, seja no Parlamento ou em outras profissões, como gari, engraxate, professor ou médico.”

Após a Ordem do Dia, o Pastor Cleiton Collins usou a tribuna no Grande Expediente para convidar os colegas a participarem, na noite de hoje, de Reunião Solene a ser realizada na Alepe em homenagem à data. “São 500 anos de um evento histórico que, de forma definitiva, mudou o mundo e teve impacto em todas as áreas da vida, não só na religiosa”, ressaltou, lamentando as perseguições sofridas pelos cristãos que se voltaram contra o Catolicismo. “Alguns pagaram um alto preço para que estivéssemos aqui celebrando a reforma”, pontuou.

Por fim, Odacy Amorim discursou em defesa da separação entre religião e Estado. “O Estado deve estar sempre separado da igreja e da fé. As pessoas têm que ter liberdade de crer e professar aquilo que quiserem”, argumentou. “Depois da reforma, passamos a desfrutar disso. Um exemplo é os Estados Unidos, que foi fundado por cristãos que fugiam da Europa, buscando um local onde pudessem exercer sua fé de forma livre.” De acordo com ele, mais de quatro milhões de pessoas foram assassinadas ao longo da história em decorrência da perseguição religiosa.

Fonte

Alepe.pe.gov.br